terça-feira, 1 de julho de 2008
Vinha no carro... lembrei-me dos meus amores... reflecti sobre a minha forma de amar..
Meu amor
Não quero mais palavras rasgadas
Nem o tempo
Cheio de pedaços de nada
Não me dês
Sentidos para chegar ao fim
Meu amor
Só quero ser feliz
Meu amor
Não quero mais razões para apagar
O que nasce
E renasce e nos faz acordar
A loucura faz medo se for medo o teu chão
Mas é ar e é terra
Dentro do coração
É ar e é terra dentro do coração
Meu amor
Não quero mais silêncio escondido
Nem a dor
Do que cai em cada gesto ferido
Quero janelas abertas
E o sol a entrar
Quero o meu mundo inteiro
Dentro do teu olhar
Eu quero o meu mundo inteiro
Dentro do teu olhar
E hoje, vê
A estrada é feita para seguir
E hoje, sente
A vida feita de sentir
E hoje vira do avesso o mundo
E vê melhor
Deste lado é mais puro
É teu é tão maior
Deste lado é mais puro... É meu... É tão maior!
AR e TERRA no coração sou eu... balança com ascendente em touro.
sábado, 28 de junho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Hoje
"Agarrou-me a mão, pensei que não gostava de mim..."
O privilégio que foi ver um sorriso de felicidade estampado no teu rosto, parecias uma criança.
E a beleza e serenidade que dá um sorriso de uma criança.
Não podemos perder a capacidade de nos surpreendermos, só assim a vida faz sentido.
Felizes dos que agem...
sexta-feira, 13 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
"Ciúmes da Saudade"
Se não matas a saudade
Quando morres de vontade
De pôr à saudade fim
É talvez porque preferes
Ter da saudade o que queres
E não me pedes a mim
É talvez porque preferes
Ter da saudade o que queres
E não me pedes a mim
A Saudade em que me deixas
É penhor das tuas queixas
Por não dizeres a verdade
Bastava que me pedisses
De cada vez que me visses
O que pedes à saudade
Bastava que me pedisses
De cada vez que me visses
O que pedes à saudade
O que dás, se me não vês
Não consigo que me dês
Por timidez ou vaidade
E a saudade que vais tendo
Com ela vives, morrendo
P'ra matares de saudade
E a saudade que vais tendo
Com ela vives, morrendo
P'ra matares de saudade
Talvez seja o que tu queres
E é por isso que preferes
A saudade em vez de mim
Morrendo os dois de saudade
Temos toda a eternidade
P'ra pôr à saudade fim
Morrendo os dois de saudade
Temos toda a eternidade
P'ra pôr à saudade fim
Manuela de Freitas/José António Sabrosa
(fado Tia Dolores)
Cantado pelo Camané
Se há vida em ti a latejar
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens...que ser assim?...
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim?...
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Partes...
Partilhando arte... os que mais gostei... por ordem...

O amor... triste? Não... o "abandono" ao amor...
abandono=entrega.
paixão...

O descanso merecido e partilhado no fim de um momento mágico de amor, partilha de energia, fusão, de explosão de emoções...alguma semelhança com alguma realidade conhecida será pura coincidência?

Escrevendo... Ele escreve para o pai... eu escrevo para ti...

Lembrou-me o meu avô... que sorriso me arrancou...
quinta-feira, 5 de junho de 2008
O Stôr Farrusco "im"paciente
Ó Meu Deus.... Não chegas lá amigo? Anda lá... só falta um gás...
Escolhos da vida.
"a dor tem de existir, mas o sofrimento não
o sofrimento é uma escolha, a dor não
"Para quê ficar triste se o meu pai não volta?"
Obrigada amiga :)
"não podemos deixar que o sofrimento tome conta de nós"
hoje... depois de ontem... antes de amanhã... um dia como os outros....
Em conversa...
"Já não rio contigo ao tempo" ouvi ontem, serei eu que não estou a rir? eu tento, eu esforço-me, mas sozinha não consigo.
Noutra conversa ao jantar digo:
"Estou a perder alguns medos".
Ao que me respondem na brincadeira:
- "Isso é muito perigoso, tu vê lá"
E outro amigo com o seu ar maroto diz:
- "Se não tens medo como é sofres? que piada tem a vida sem sofrer?"
Durante a noite ouço:
Eleonora - "Vamos por esse caminho de pedras que fazem os pés sangrar, porque esse caminho nos leva ao céu"
(...)
Benjamim - "Eleonora porque te fazes sofrer?"
Eleonora - "Sofrer? eu? Ó Benjamim. Pensa em todas as flores que já abriram, nas campainhas, nas anémonas, nas flores que ficam na neve todo o dia. O frio que não devem ter no escuro! O que elas devem sofrer! A noite é com certeza o momento que mais custa, porque está escuro, e tÊm medo e não podem fugir, e ficam à espera, sem se mexer, que chegue a lua. Tudo sofre, tudo, mas as flores sofrem mais. E as andorinhas acabaram de chegar! Onde dormem esta noite?"
(...)
Benjamim - "Achas que vamos sair de tudo isto Eleonora?"
Eleonora - "Vamos, a maior parte há-de passar quando a sexta feira santa acabar. Mas tudo não. Hoje as vergastas, amanhã os ovos da Pascoa. Hoje o gelo, amanhã o degelo. Hoje a morte, amanhã a Ressurreição."
Benjamim - "Sabes tanto!"
Eleonora - Sim, sinto já que o tempo vai mudar, amanhã vai ficar bom, está neve a derreter... já se sente o cheiro...(...) as nuvens subiram, sinto quando respiro..."
quarta-feira, 4 de junho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Não me canso de ler isto... Chama-se "Depois de algum tempo"
Depois algum tempo, aprendes que o sol queima se ficares exposto muito tempo. E aprendes que não importa o quanto te importas, algumas pessoas simplesmente não se importam... e aceitas que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te de vez em quando e tu tens de perdoá-la por isso!
Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se levam anos para construir confiança e apenas segundos para a destruir, e que tu podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás pelo resto da vida.
Aprendes que as verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longa distância. Aprendes que o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida! E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não tens que mudar de amigos se compreenderes que os amigos mudam, percebes que o teu amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida são tomadas de ti muito depressa, por isso devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pois pode ser a última vez que as vemos.
Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós próprios. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que tu mesmo podes ser. Descobres que levas muito tempo a tornares-te na pessoa que queres ser e que o tempo é curto. Aprendes que não importa onde já chegaste, mas onde vais, mas se não sabes para onde vais, qualquer lugar serve.
Aprendes que ou controlas os teus actos ou eles controlar-te-ão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprendes que heróis são aqueles que sempre fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te calque quando cais é umas das poucas que te ajudam a levantar.
Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e com o que aprendeste com elas, do que com quantos aniversários celebraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar, mas isso não te dá o direito de seres cruel! Descobres que só porque alguém não te ama da maneira que queres que te ame, não significa que essa pessoa não te ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém... algumas vezes tens de aprender a perdoar-te a ti mesmo! Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, serás em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que o concertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar... que realmente és forte! E que podes ir muito mais longe depois de pensares que não podes mais... e que realmente a nossa vida tem valor e que tu tens valor diante da vida! As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."
Saber esperar...
Agradar é uma virtude?
Ajudar? Tentar ajudar, mesmo que não se consiga, são virtudes?
Ter medo de magoar também é?
Preciso de opiniões... porque realmente às vezes não sei.
Às vezes questiono-me... que me perdoe quem achar nestas interrogações um cariz de fundo egoísta... se calhar às vezes temos mesmo de ser egoístas, para nos encontrarmos e nos podermos dar por inteiro aos outros.
Sabendo nós o que é inteiro...
(pausa para uma conversa)
Que acabou assim... não quero mais estar triste... agora só quero rir!
Já entendi mais uma frase do Strindberg
"agora é hora de rir, como nos contos de fadas"
(mas por dentro só apetece chorar e dar estalos a quem estiver triste à minha volta), a tristeza pega-se a mim, porque a tento tirar dos outros, dos que amo, mas tenho de usar a outra estratégia... esta não resulta.
"quem é a pessoa mais importante num salvamento?
é o socorrista, porque se não toma cuidado passam a ser 2 vitimas"
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Sonho?
calmo/
e uma velhota/
que queria em paz entrar no rio/
mas ninguém a deixava ir/
porque tinham medo que ela se afogasse/
ela fez várias tentativas/
e sempre alguém a impedia/
de lá entrar/
o corpo dela estava já muito velhinho/
e ela queria ir/
de repente todos se distraíram/
e ela foi/
devagar/
sem ninguém notar/
a sorrir/
a descer cada vez mais/
a deixar de se ver/
e quando entrou no rio/
completamente/
transformou-se num morcego/
e voou/
o morcego era lindo/
passou por mim/
ia a sorrir/
ela só queria ir/
e não a deixavam/
ela tinha dores com aquele corpo/
e as pessoas egoístas não a deixavam ir/
porque gostavam dela/
porque precisavam dela/
dependiam de a ajudar/
dependiam da fragilidade dela/
para se sentirem fortes/
e ela só queria ir/
só queria não ter mais dores/
e foi... /voou/ e feliz.../ em paz
acordei a chorar ... e ouvi:
"Amor foi só um sonho"
Será?
quarta-feira, 28 de maio de 2008
encontrei no moleskine I
terça-feira, 27 de maio de 2008
Vale a pena? Cada um é que sabe... mas estou por aqui...
A primeira opção é fazer, dizer, agir, mostrar que as coisas não têm de ser assim, que a vida não tem de ser assim, triste. Que o tempo que passas triste é tempo que não vives... enfim, todas as teorias que tu dirias se visses alguém triste, toda a energia que darias a alguém que gostas, se o/a visses triste.
Tentas. Voltas a tentar. Dás. Dás-te. Entregas-te.
Mas há um momento em que pensas... Não posso. Não dá. A tristeza é tão forte que não vai lá assim. A tristeza só sobrevive se a alimentar-mos. E às vezes essa tristeza pega-se a quem quer ajudar. A tristeza só se cura quando se vir sozinha, quando o hospedeiro da tristeza perceber que ela não lhe serve de nada. Que o bloqueia, que o deixa sem acção, que o deixa sem saber agir, que o deixa prostrado.
E o tempo passa... E as pessoas passam... E a vida passa... e depois olhas para trás e pensas:
O que é que eu fiz? Onde é que errei? Onde é que falhei? Pois é... a verdade é que não sabemos, porque não somos nós que mandamos nesses momentos. É ela...
A tristeza... que nos absorve a energia. Que nos suga... E nós deixamos, parece que ela passa a ser a nossa razão de viver... Mas não é. Garanto-te que não é. Um dia que eu esteja triste, espero ter-te por perto para me leres o que acabo de escrever.
um beijo na testa.
2 histórias...
Eu disse, vamos na mesma por ai.
Ele disse não, não dá para passar e o trilho não é este.
Eu ripostei, vamos tentar, e ele deixou-me ir...
Fui... arranhei-me... não consegui passar...
Voltei...
E quando voltei ele sorriu, não gozou, sorriu, e perguntou: - agora podemos ir por ali?
Eu respondi que sim.
Voltamos atrás, reencontramos o trilho... e seguimos debaixo de uma lua maravilhosa... e cheios de amor, desfrutamos aquele momento.
Num centro comercial, na zona das comidas, estava uma placa ao longe que dizia algo como:
"2008, estamos em remodelações para...."
Esforçei os olhos. Não consegui ler o resto. Voltei a tentar. Desisti, comi o meu almoço. Olhei para o lado e o que vejo mesmo junto a mim?
Uma placa igual àquela que eu tentei ler e não consegui.
Estava ali a minha placa, estava ali o que eu queria. Estava ali o que eu precisava. E eu à procura lá longe.
Há...
Gato amigo
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Caminho...
" Adorei rever-te (...) Vais no teu caminho como eu vou no meu e não conseguimos ver o final, ninguém consegue..."
Adoro-te até ao infinito e mais além (Toy Story)"
domingo, 25 de maio de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
Quantos poetas tiveram oportunidade de dizer directamente às suas musas o que elas significam para eles?
Vai e volta...
Sabes que tens um ninho...
A gotinha também tem o seu ciclo...
Volta sempre à sua nuvem...
quarta-feira, 21 de maio de 2008
"Paque tanto preocupacao"
Si mi nada um ca tem
Mi nada um ca tem
Paque tenta maguam
A mi e pobre
E comfortado
Ca mal tadjado
Ca malcriado
Cham comforta
Cu nha probresa
Pamo mi nada
Um ca tem
Mi nada um ca tem
Paque tenta maguam
Paque tenta odiam
Paque tanto odio
Si mi nada
Um ca tem
Mi nada um ca tem
Paque trata odiam
Mi jam ca cre
Vive nes mundo
Tudo gente cre
So magua alguem
Um cre
Vive na paz di Deus
E tudo qu'um cre
Vive na paz di Deus
Espelhas-me... e fazes-me pensar e agir
Porque é que imaginamos tanto como teria sido se... o que teria acontecido se tivéssemos agido de outra forma? Não agimos pronto. Não fizemos pronto. De que nos serve lamentar? Serve para continuar a passar ao lado do que nos está a acontecer, de tudo o que se passa à nossa volta, fechados num acontecimento passado.
A vida dá tantas voltas... em conversa com um amigo especial ontem, ao dar-lhes os parabéns atrasados, ele disse-me:
-"Pois é, já dei 33 voltas ao Sol".
E tanto que se viveu nessas 33 voltas, tanto se passou, tanto nasceu, tanto cresceu, tanto morreu e tanto que ainda está por vir, que se não estivermos atentos, disponíveis e presentes não vamos ver... não vamos sentir. E vamos novamente lamentar-nos por não agido como deveríamos.
Aluno diz- Professora enganei-me :( :( sou mesmo burro, não consigo fazer isto, não percebo nada desta matéria.
Professora - Sabes porque é que inventaram as borrachas?
Aluno - Não
Professora - Para podermos apagar e fazer de novo.
Na vida não há borrachas, mas há uma almofada onde se encosta a cabeça e há a possibilidade de começar tudo de novo ao acordar no dia seguinte.
terça-feira, 20 de maio de 2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
ó subalimentados do sonho! a poesia é para comer
- Não,ainda tenho uma coisa para acabar, o monstro da areia perdido ainda não foi ter com os pais, ainda não os encontrou, preciso de o ajudar...
- Deixa, amanhã ajudas o teu amigo!
- Mas não, ele não pode ficar lá fora ao frio? Posso trazê-lo para dentro de casa?
- Não, nem pensar, vais sujar tudo cá dentro.
- Mas ele tem fome e frio, eu prometo que ele não suja, ele porta-se bem, dorme na casa de banho.
- Nem pensar! Amanhã acabas a brincadeira!
- Não é brincadeira, amanhã pode ser tarde, não tens pena? Olha se fosse eu que não vos encontrasse? e os pais do Areias me deixassem na rua? ficavas contente? ficavas?
Enfim... Era eu...
E o meu pai dizia, - "lá está a defensora dos fracos e dos oprimidos"...E sorria...
E o meu avô, dizia - "que imaginação",
E a minha avó ria-se.
enfim...
Mas papel de mãe... às vezes é ingrato, trazer-nos à terra, à realidade...
Sabes a aflição que temos quando um sonho está a correr lindamente e toca o despertador?
Ou a angústia de um pesadelo acordado no momento em que ias resolver a questão? É o que estou a sentir agora... misturado com uma sensação de paz, de serenidade, de cumplicidade, de energia... mas o choro está lá... de panela cheia pronta a derramar...
Mas é assim, quando deixamos de ser pequenos, o papel de mãe temos de nós próprios vigiar, controlar o sonho, permeá-lo à realidade, ou vice versa... Gosto de viver no sonho, às vezes penso se não devia... mas é tão bom entregarmo-nos ao Amor... que outro sentido tem a vida?
quinta-feira, 15 de maio de 2008
O que eu procuro?
If I was a book I know you'd read me every night
If you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a river I would swim you,
If you're a house I would live in you all my days.
If you're a preacher I'd begin to change my ways.
Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.
If I was in jail I know you'd spring me
If I was a telephone you'd ring me all day long
If was in pain I know you'd sing me soothing songs.
Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.
If I was hungry you would feed me
If I was in darkness you would lead me to the light
If I was a book I know you'd read me every night
If you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a sailboat I would sail you to the shore
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Vanessa da Mata - Bem da Vida
Abolindo quase toda a maldade
Como se o amor trouxesse o gozo da infância
Bem que volta à inocência
Bem de ter carinho e delicadeza
Viva o que nos torna o bem maior da natureza!
Eu era sem primavera
Dessas que o ano não principia
Poesia não me dizia
Ternura em mim não havia
Faltava encanto na melodia
Não parava uma saudade
Velha de pouca idade
Ia vivendo a necessidade
Sonho de uma vida realizada... o meu Santo Graal...
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento
O teu rosto
Através do terror e da distância
Para a reconstrução de um mundo puro.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Os outros em nós...
mesmo quando elas não estão, temos de encontrar dentro de nós o pedaço delas que nos torna
felizes."
Saudades do meu avô... saudades não é estar longe é já ter estado perto... saudades tuas também... saudades de quem me preenche o coração... às vezes tambem tenho saudades minhas...
Desenhas os risos de um novo medo... Como será o amanhã?
Tocas no rosto enquanto o ar não sai
Inspiro sem medo do acto que vem
Envolvo os pés com as mãos
Do toque nasce a nossa ilusão
Desenhas os risos de um novo medo
Que o peito demonstra sem qualquer sossego
Faz tempo que a culpa se foi
Ficámos de pensar só depois
Do erro.
Já pouco nos resta fechar os olhos
Escondemos actos sem qualquer receio ou angústia
Que nos prende a vontade de sentir
O corpo com prazer
Rasgas-me a roupa sem qualquer pudor
Enquanto buscas o ar pela boca
Passeias teu cheiro no meu corpo
Por entre os braços misturo tudo
Após o prazer ficaremos mudos
Sem saber
Se é por uma noite
Grito o teu nome sem saber
Como será o amanhã?
Foi um sonho real
Por uma noite
Letra: Klepth
Já sei do que tenho saudades...
"tinha o costume de se adiantar quando havia desgraça cá em casa, tal qual como se quisesse que os tempos maus passassem depressa. Para nosso bem, claro! E quando estávamos felizes punha-se a atrasar-se para nos deixar gozar a felicidade mais tempo... Era um relógio bom! Mas também tínhamos um que era mau... Agora está na cozinha. É bem feito(...)".
Depois destes momentos coloridos, perfumados, intensos a retoma da realidade pode ser muito dura, é muito dura, é muito assustador o constatar que não se sabe se se vai ter oportunidade na vida de voltar a ver aquelas cores, aquele cheiro, aquelas texturas... É aqui que temos de ligar o botão 23/32 ou seja, virar a história ao contrário e pensar, que privilégio, que privilegiada sou por ter tido direito a sentir o que senti... Ninguém nunca pode roubar-me aquela memória, aquela sensação, aquele momento que dinheiro nenhum paga, que palavras nenhumas estragam, que pessoas nenhumas envenenam...
Chorar, gritar por dentro e perguntar porque? porque? dói que só quem passa pode saber, mas é uma dor que roça no prazer máximo da vida, no facto de estar viva.
Mas tu perguntas, porque me dão um doce se logo a seguir mo tiram? Não é justo, não comi até ao fim, quero mais, fiquei viciada... o que tenho de fazer para provar mais?
Isto se pensarmos que alguém ou algo comanda a tua vida... se algo mais forte do que tu brinca contigo.
Imagino "Deus" como uma criança que brinca com os legos, com os playmobil"es" com os pin e pons...
enfim... pois que sim, que tenho saudades de ver "aquela" cor... mas pronto... mostra que é bom vermos de vez em quando o black and white e por vezes em sépia, para darmos valor às cores pastel do mais belo por do sol...
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Questiono-me...
Porque é que não sabemos disfrutar aquilo que temos?
Porque é que só queremos aquilo que não temos?
Somos uns eternos insatisfeitos?
Onde queremos chegar?
Que fazemos aqui?
"Foi sem mais nem menos
Que um dia selei a 125 Azul
Foi sem mais nem menos
Que me deu para arrancar
Sem destino nenhum.
Foi sem graça nem pensando
Na desgraça que entrei pelo calor
Sem pendura que a vida já me foi dura
Para insistir na companhia.
O tempo não me diz nada
Nem o homem da portagem
À entrada da auto-estrada
A ponte ficou deserta nem sei mesmo
Se Lisboa não partiu para parte incerta.
Viva o espaço que me fica pela frente
E não me deixa recuar
Sem paredes sem ter portas nem janelas
Nem muros para derrubar.
Talvez, um dia me encontre.
Sim, talvez me encontre.
Curiosamente, dou por mim pensando
Onde isto tudo me vai levar
De uma forma ou de outra há-de haver
Uma hora para a vontade de parar
Só que à frente o bailado do calor
Vai-me arrastando para o vazio
E com o ar na cara vou sentindo
Desafios que nunca ninguém sentiu.
Entre as dúvidas do que sou
E onde quero chegar
Um ponto preto quebra-me
A solidão no olhar.
Será que existe em mim
Um passaporte para sonhar
E a fúria de viver
É a mesma fúria de acabar.
Foi sem mais nem menos
Que selei a 125 Azul
Foi sem mais nem menos
Que partiu sem destino nenhum
Foi com esperança
Sem ligar muita importância
Aquilo que a vida quer
Foi com força acabar por se encontrar
Naquilo que ninguém quer.
Mas Deus leva os que quer
Só Deus tem os que ama.
sábado, 10 de maio de 2008
Gost' ti
Temos tanto medo do que possam pensar por dizermos "Gost' de ti", que muitas vezes não o fazemos, fica cá dentro, fica apertadinho.
Mas se pensassemos no quão bom é ouvir isso daquela pessoa, não hesitariamos em fazê-lo, e das mais variadas maneiras de forma a que nunca acabassem as palavras que descrevessem o que sentimos...
Então deve ser isso..
Deve ser isso que dá origem às obras primas de literatura... a angústia de não conseguir descrever com palavras o que sentimos... o medo de não sermos compreendidos... E quando as palavras não chegam surgem as todas as outras formas comunicação, visual, fisica, metafisica... Arte enfim...
enfim, ouçam este menino... que de certo sabe o que é doer por dentro...
sexta-feira, 9 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Para ficar registado
"Se os outros meninos ganharam a corrida, não é porque são melhores, é porque treinaram mais"
Beijinho ao Mojojo... ao homem larva... ao capitão vil... ao Volverine... ao Hulk... ao Pedro e ao Alexandre e aos meus madraços preferidos...
Grandes dias estes... obrigada mais uma vez...
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Smile!
- O que andamos aqui a fazer?
- A viver Casquinho, a viver!!!
Caminhos
sexta-feira, 2 de maio de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Um conselho que tb tento seguir...
(vão dizer, o que ela faz para dizer que foi ao Hard Rock)
e a música que me ajudou a passar o tempo de espera pela comida
(que por sinal MUITO BOA, cara mas excelente)
foi...
(E sim eu fui porque era perto do Hostel, e claro está assumo que tinha IMEEEENSA curiosidade... sá assim posso dizer se gosto ou não... provando... nem sempre se pode fazer isto e por vezes decidimos sem provar... )
Enfim...
A música, a música...
"it's time like this, you learn to live again, it's time like this you learn to love again..." la la la la
Love and live everything you want to... e o meu conselho para quem o quiser aceitar...
Amesterdão
Adormeci um pouquinho e depois vamos lá então para a festa rija da Rainha...
The Queen's Day.
Com a minha curiosidade alternada por momentos de vergonha, mas como estava sozinha e não podia ter vergonha, comecei a perguntar o que estávamos a celebrar, e por mais estranho que vos possa parecer, NINGUÉM SABIA!!! E eu que queria ir dar os parabéns à senhora... mas não, mostra que é uma festa SÓ, apenas uma FESTA, para quê complicar.
Quando se viaja sozinha, acabamos por estar bem mais atentos a tudo, o instinto de sobrevivência fica mais alerta, e ao mesmo tempo temos a possibilidade de disfrutar mais em pleno as nossas decisões... (mas não será propriamente a minha opção de vida em viagens, creio que farei mais algumas assim, mas não parece que todas). Passo a explicar porquê.
Nas fotos ou fico eu ou a paisagem... eh eh.
Não temos com quem conversar no momento sobre as aventuras que passamos.
Se nos faltar dinheiro ficamos mesmo à rasca.
Temos saudadinhas especiais... umas que não pensámos vir a ter... esta parte tem uma parte boa... (particularmente boa).
Mas existe uma enorme vantagem, conhecemos imensa gente, mas acreditem, NENHUM HOLANDÊS, mexicanos, suecos, italianos, etiopia, colombia... mas nada de holandeses, nâo havia cá nenhum, então e por acaso esta terra se chama Holanda?
Mais coisas... gostei do museu do Van Gogh que recomendo, gostei de saber que quando ele esteve internado (por autorecriação) copiou quadros de outros grandes pintores, que estavam a preto e branco, e o Vicent fê-los a cores, ele dizia que apenas os tinha traduzido para a língua das cores, achei o maximo a ideia/conceito de tradução.
Outro museu que recomendo vivamente, especialmente a quem leu o livro, é o museu da Anne Frank, eu li o livro quando tinha 12 anos e é uma história que me acompanha desde essa altura. Sentem-se as energias de quem ali viveu, o sofrimento que eles passaram, acreditem que só não chorei pois nao tinha com quem partilhar as lágrimas. É muito forte.
E mais aventuras em 2 dias por esta capital, que é muito romantica, se puderem vir acompanhados, venham... recomendo.
Ainda não tenho as fotos "reveladas" mas assim que tiver mostro-as.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Para...
Um rebuçado para quem adivinhar de quem é o quadro.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Vocês não acreditam...
Mas o Farrusco sabe tirar fotocópias, carrega no botão e fica a vê-las sair!! Eufórico!!
Depois vem a dona que se zanga com ele, (mas só quando ele põe a pata nas folhas e as rasga), Sendo que ele não faz a coisa por menos, (passo a descrever) :
Desliga a fotocopiadora (sim ele sabe qual é o botão) e senta-se em cima dela, como quem diz:
-"Eu? rasguei as folhas? Estava aqui sentadinho, não fiz nada, estás enganadíssima..."
E faz aqueles olhinhos iguais ao do Gato das botas do Shrek... que dá vontade de apertar...
Para quem não viu o filme... É mais ou menos assim que ele fica...
terça-feira, 22 de abril de 2008
Brinquedo novo... Fotos novas...
Já tinham saudades do Farrusco? Prima, queres que o leve para pregar uns sustos ao teus hóspedes roedores não convidados?
Chamas vivas duram pouco..
fazem parte da vida
mas por vezes não compensam
podem queimar coisas definitivamente...
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Amor em tempos de Cólera
O filme não é nada de extraordinário em termos de produção... mas a história... Gabriel Garcia Marquez... é um senhor...
E o Javier Bardem é extraordinário.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Comentando um post... nasceu uma partilha...
Quando apagamos a palavra expectativa, damos um novo sentido às palavras: sensação, emoção, palpitação, e até paixão...
Sim, deixemos de nos queixar pelo que não vivemos, mas pensemos no que vivemos com as pessoas que um tempo amámos... que nesse tempo foram as pessoas por quem largávamos tudo...
Se alguma vez na vida sentirmos isso por alguém já vai valer a pena ter vivido...
segunda-feira, 14 de abril de 2008
a pedido....
o que versa - " O leitor tem o direito de se esquecer do nome do autor do livro"
(mais uma vez a pedido... mas lembrando-se da mensagem)
se bem que esta parte vai contra o anterior, não posso concordar com esta parte.
sábado, 12 de abril de 2008
11º
O 11º - o que versa que "O leitor tem o direito de não se lembrar do que leu"
quinta-feira, 10 de abril de 2008
3 - O direito de não acabar um livro
1. o sentimento do "já lido",
2. uma história que não nos prende a atenção,
3. uma total desaprovação das teses do autor,
4. um estilo que nos eriça os cabelos,
5. ou pelo contrário uma ausência de qualidade que não justifica irmos mais além...
É inútil enumerarmos as outras 35995 razões, entre as quais se incluem uma carie dentária, as perseguições do nosso chefe de serviço ou um sismo do coração que nos petrifica a cabeça.
O livro cai-nos das mãos?
pois que caia.
Apesar de tudo, não é Montesquieu quem quer, nem todos conseguimos consolar-nos de um desgosto com uma hora e leitura.
No entanto, de entre as razões para abandonar uma leitura, há uma que merece um pouco de atenção: o vago sentimento de derrota. Abri, li, e de repente sinto-me submergido por qualquer coisa mais forte do que eu. Reuni os neurónios, lutei com o texto, mas não há nada a fazer, e se bem que tenha o sentimento de que o que está escrito merece ser lido, não percebo nada - ou quase nada - tenho uma sensação de "estranheza" que não me dá hipótese.
E abandono.
Ou melhor, pondo de lado. Arrumo o livro na estante com o vago projecto de a ele voltar um dia. O Petersburgo de Andrei Bielyi, Joyce e o seu Ulisses, Debaixo de um Vulcão de Malcon Lowry, esperam por mim vários anos. Há outros que ainda estão à minha espera, e desses provavelmente alguns continuarão para sempre à espera. Mas não é um drama, é assim mesmo. A noção "maturidade" é algo estranho em matéria de leitura. Que até certa idade não tenhamos idade para certas leituras, vá que não vá. Mas, ao contrário de alguns vinhos, os bons livros não envelhecem. Continuam à nossa espera nas estantes, e nós é que envelhecemos. Quando nos julgamos suficientemente "maduros" para os lermos, novamente nos dedicamos a eles. E então, das duas uma: ou há encontro feliz, ou um novo fiasco. Talvez voltemos a tentar, talvez não. Mas se até agora não consegui atingir o cimo da Montanha Mágica, certamente que a culpa não é de Thomas Mann.
O grande romance que nos resiste, não é necessariamente mais dificil do que qualquer outro do que qualquer outro... há entre ele - por maior que seja - e nós por mais aptos que estejamos a "compreendê-lo" - uma reacção química que não resulta. Um dia simpatizamos com a obra de Borges, que até ali nos tínhamos mantido à distância, mas mantemo-nos toda a vida afastados da obra de Musil...
Temos, então, uma opção: ou consideramos que a culpa é nossa, que nos "falta um parafuso", que temos uma falha qualquer, ou vasculhamos a noção tão controversa de gosto e procuramos traçar o mapa dos nossos.
É prudente recomendar aos nossos filhos esta segunda solução.
Tanto mais que pode proporcionar-nos um raro prazer: reler, compreendendo finalmente por que razão não gostamos. E ainda outro raro prazer: ouvir sem emoção o pedante de serviço bradar-nos aos ouvidos:
- Mas será possível que não goste de Stendhaaaaal?
É."
Reconciliações
" Para que haja esta reconciliação com a leitura, existe uma única condição: não pedir nada em troca. Absolutamente nada. Não erguer qualquer barreira de conhecimentos prévios em torno do livro; não colocar a mais ínfima questão; não os obrigar a fazer trabalhos de casa; não acrescentar uma palavra que seja às que foram lidas; não fazer juizos de valor, não dar explicações de vocabulário, nem fazer análises de textos, nem biografias... proibição absoluta de "falar acerca de "
Leitura-dádiva.
Ler e esperar.
Não se força a curiosidade, desperta-se.
Ler, ler e confiar nos olhos que se abrem, nas caras que se regozijam, na pergunta que vai nascer e que levará a outras.
Se o pedagogo que existe em mim se preocupa por " apresentar a obra no seu contexto" terá o pedagogo de ser persuadido a que, por agora, o único contexto que importa é o desta turma.
Os caminhos do conhecimento não terminam nesta turma: é aqui que devem começar!
Por agora, leio romances a um auditório que julga que não gosta de ler. Enquanto eu não dissipar esta ilusão, enquanto não fizer o meu trabalho intermédio, nada de sério se poderá ensinar. (...)"
terça-feira, 8 de abril de 2008
Formiguinha ou cúmplice da inércia
terça-feira, 1 de abril de 2008
Tu não te esforças...
Nervosismo, gritos, renúncias espectaculares, portas a bater, teimosia:
- Vamos recomeçar! Desde o principio, cada palavra deformada pela tremura dos lábios.
- Não faças fitas!
Mas com o seu desgosto, não pretendia enganar-nos. Era um desgosto autêntico, incontrolável, que exactamente nos dizia a mágoa de já nada conseguir controlar, de já não desempenhar qualquer papel na nossa satisfação, e que se alimentava muito mais na fonte da nossa inquietação do que nas manifestações da nossa impaciência.
Porque estávamos inquietos.
Uma inquietação que depressa nos levou a compará-lo a outras crianças da sua idade.
E ao falarmos com amigos cuja filha... não, não, na escola vai tudo bem, ele devora autenticamente os livros...
Estava ele a ficar surdo? ou talvez fosse disléxico. Iríamos nós defrontar-nos com uma "recusa escolar"? Iria ele acumular um atraso irrecuperável?
Consultamos vários especialistas: os audiogramas eram o que há de mais normal, os diagnósticos dos ortofonistas eram tranquilizadores, os psicologos estavam perfeitamente serenos.
Então?
Seria preguiçoso?
Estupidamente preguiçoso?
Não, muito simplesmente seguia o seu ritmo, que não é necessariamente igual ao dos outros, e que não é necessariamente o ritmo uniforme da vida, o ritmo de aprendiz de leitor, que tem acelerações e regressões bruscas, períodos de bulimia e longas sestas digestivas, sede de progredir e medo de decepcionar...
Acontece apenas que nós, os "pedagogos", somos usurários apressados. Como detentores do Saber, emprestamo-lo a juros. É preciso que renda. E rapidamente! Se isso não acontece, é de nós próprios que começamos a duvidar"
segunda-feira, 31 de março de 2008
O verbo ler não suporta o imperativo...
- Vai para o teu quarto e lê!
Resultado?
Nada.
Ele adormeceu sobre o livro. De súbito, a janela pareceu-lhe aberta de par em par, por onde ele se iria evadir, voar, para fugir ao livro. Mas era um sonho acordado: o livro continuava aberto diante dele. Se abrirmos uma nesga da porta, lá está ele, sentado à sua mesa, sabiamente ocupado a ler. Mesmo que tenhamos subido a escada pé ante pé, a superfície do seu sono avisou-o da nossa chegada.
- Então? Estás a gostar?
É claro que a resposta não vai ser negativa, seria um crime de lesa-majestade. O livro é algo sagrado, como é possível que haja quem não goste de ler? Não, ele dirá que as descrições são demasiado longas.
Tranquilizados, voltamos ao nosso posto diante da televisão. Pode até suceder que esta reflexão suscite um apaixonante diálogo entre nós...
- Ele acha que as descrições são demasiado longas. Temos de o compreender, estamos no século do audio-visual, evidentemente, os autores do séc. XIX tinham de descrever tudo...
-Mas isso não é razão para o deixarmos saltar metade das páginas!
...
sexta-feira, 28 de março de 2008
Enquanto...
Enquanto choro não seco...
enquanto vivo, não corro à procura do que é certo..."
"
quinta-feira, 27 de março de 2008
Pré-ocupar
Dentro de nós onde está a criança que se deslumbrava com o mundo?
Isabel Abecassis Empis
quarta-feira, 26 de março de 2008
Direitos do Leitor
2º O direito de saltar páginas
3º O direito de não acabar um livro
4º O direito de reler
5º O direito de ler não importa o quê
6º O direito de "amar" os heróis dos romances
7º O direito de ler não importa onde
8º O direito de saltar de livro em livro
9º O direito de ler em voz alta
10º O direito de não falar do que se leu
Daniel Pennac

É sobejamente conhecido o desgosto com que os pais preocupados com a formação dos filhos costumam registar a inapetência destes para a leitura. Daniel Pennac, romancista, professor e pai de família, descreve neste ensaio cheio de humor, todas as perplexidades que usualmente assaltam os diversos intervenientes neste processo de conflitos surdos, temores, bloqueios e teimosias.
Acima de tudo, conforme se sublinha no presente livro, a leitura tem de ser um prazer e os leitores de hoje devem usufruir de alguns direitos inalienáveis.
"Como Um Romance" é assim uma obra profundamente original, onde, de uma forma ao mesmo tempo divertida e muito séria, se aborda aquela que é porventura a questão central de que dependem o destino do livro e da cultura tal como a temos entendido tradicionalmente.
"Como Um Romance" liderou durante vários meses a lista dos livros mais vendidos em França e o seu impacto originou que se falasse mesmo do "fenómeno Pennac".
sexta-feira, 21 de março de 2008
Páscoa
"Sexta feira Santa um dia que.... "
CAPa – Centro de Artes Performativas do Algarve (Faro)
Sexta-feira, 11 de Abril, 21h30
Sábado, 12 de Abril, 21h30
Domingo, 13 de Abril, 16h00
Reservas
apeste.gt@gmail.com
914.428.661
289.828.784
Páscoa
Drama em três actos, de August Strindberg (1849-1912)
Uma família vive atormentada pelas consequências da fraude cometida pelo pai no colégio de órfãos de que era Director, pela qual foi condenado à prisão. Para além das grandes dificuldades financeiras em que ficou por causa das dívidas, também a honra e a imagem da família foi atingida, na pequena cidade de província onde vivem. Ao longo da história, o principal credor aproxima-se várias vezes da casa, provocando o grande temor dos seus moradores, receosos da sua exigência de execução da dívida. A acção desenrola-se nas vésperas do Domingo de Páscoa: quinta-feira santa (Acto I), sexta-feira santa (Acto II) e sábado de Aleluia (Acto III).
Ficha artística e técnica:
Encenação e Dramaturgia António Branco
Assistência de Encenação e Dramaturgia Rui Andrade
Elenco Ana Paleta, António Branco, Fúlvia Almeida, Márcio Guerra, Rui Andrade e Sónia Esteves
Produção A Peste - Associação de Pesquisa Teatral
Aconselhamento artístico Carlos Carvalheiro, José Mário Branco e Manuela de Freitas
terça-feira, 18 de março de 2008
O menino diz à menina...
Um mundo de tudo,..
com tudo...
Combóis dentro da gente...
com paragens de hora a hora
ou todos os minutos...
com estações...
apiadeiros...
Combóis de alta velocuidade...
expresso.....
correios......
"inter cidades".........
etc
tantas e tantas linhas...
que trazem......
que levam .....
que trazem
.....gente......
Que chocam.............
que riem..............
choram.......
abraçam...............
teimam!...
Querem,
desejam...
não querem mais......................
e, mais querem...
uns que pagam bilhete....
outros que não pagam.....
e viajam clandestinamente..................
..............em nós!"
segunda-feira, 17 de março de 2008
sexta-feira, 14 de março de 2008
Obrigada
Obrigada a quem me tem ajudado a fazer isto... a despir a capa, a tirar o que é acessório, a mostrar o que é essencial, a ver o que realmente sou, e aprender a lidar com isso... E a poder dar aos outros o que tenho de melhor, e de verdadeiro. A essas mesmas pessoas peço desculpa por às vezes parecer tão lenta a aprender... Mas cá está, cada um tem o seu caminho, o ritmo, o seu percurso, a sua aprendizagem... E acima de tudo é preciso respeitar esse ritmo, também me ensinaram isso... :)
(Mas de vez enquanto percam mesmo a paciência, eh eh. Vale a pena!!!)
É de frente que se vive melhor!!! Obrigada a quem sabe o que estou a falar... não deixem de fazer isso a quem gostam. Percebi que o fazem porque gostam e acreditam que as pessoas podem sempre ser melhores.
É assim mesmo, não deixem de acreditar!!
E das cinzas renasce sempre uma plantinha mais robusta e saudável!!!
quinta-feira, 13 de março de 2008
Life cooler
Consultem se quiserem fazer algo novo e diferente sem ter de ir muito longe nem gastar muitos euros. Temos muita coisa boa por cá...
Pode ser sempre um mote para um momento romântico, ou para uma nova aventura, para um momento de descanso, de fuga à rotina... é só procurarem...
http://www.lifecooler.com/edicoes/lifecooler/index.asp
"Já estamos mais perto da luz" - O sol de novo brilhará
El horizonte se perfila oscuro, sin opción
dos cuerpos que antes fueron uno
rompen esa unión
Dejaron paso a la indiferencia y decepción
Ya sé que era parte
de un acuerdo efímero
Quiero ver el rojo del amanecer
un nuevo día brillará
se llevará la soledad
Quiero ser el rojo del amanecer
el sol de nuevo brillará
se llevará la soledad
que en mí se quiere instalar
Acuden a mi mente imágenes de ti, de mí
Son tan intensas y reales
que me hacen sufrir
No sé cómo consigo soportar la situación
de un juego con final previsto
entre tú y yo
Quiero ver el rojo del amanecer
un nuevo día brillará
se llevará la soledad
Quiero ser el rojo del amanecer
el sol de nuevo brillará
se llevará la soledad.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Whatever tomorrow brings... Incubus
Sometimes, I feel the fear of uncertainty stinging clear
And I can't help but ask myself how much I let the fear
Take the wheel and steer
It's driven me before
And it seems to have a vague, haunting mass appeal
But lately I'm beginning to find that I
Should be the one behind the wheel
Whatever tomorrow brings, I'll be there
With open arms and open eyes yeah
Whatever tomorrow brings, I'll be there
I'll be there
So if I decide to waiver my chance to be one of the hive
Will I choose water over wine and hold my own and drive?
It's driven me before
And it seems to be the way that everyone else gets around
But lately I'm beginning to find that
When I drive myself my light is found
Whatever tomorrow brings, I'll be there
With open arms and open eyes yeah
Whatever tomorrow brings, I'll be there
I'll be there
Would you choose the water over wine
Hold the wheel and drive
terça-feira, 11 de março de 2008
"Com um bocadinho de alegria o tempo passa mais depressa"
Smile even though it's breaking
When there are clouds in the sky, you'll get by
If you smile through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll see the sun come shining through for you
Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
If you just smile
That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
Dança do ventre
A Dança do Ventre é uma dança do "Período Matriarcado", cujos movimentos revelam sensualidade, de modo que em sua forma primitiva era considerada um ritual sagrado. Sua origem data de 7000 anos atrás, relacionada aos cultos primitivos da Deusa-Mãe: provavelmente por este motivo, os homens eram excluídos de seu cerimonial.(Portinari, 1989).
Suas manifestações primitivas, cujos movimentos eram bem diferentes dos atualmente executados, tiveram passagem pelo Antigo Egito, Babilônia, Síria,Índia, Suméria, Pérsia, Grécia, tendo como objetivo através ritos religiosos, o preparo de mulheres para se tornarem mães (Penna, 1997)."
Hoje experimentei, foi interessante e super dificil, (pensava eu que era fácil, mas tenho muito que aprender). Agrada-me a perspectiva histórica desta dança, que remota a largos anos antes de Cristo, era uma veneração à deusa da fertilidade, o que fazia desta dança uma preparação para a maternidade, e um culto à fertilidade tanto da mulher como da terra. Para além do que é sem dúvida uma dança bastante sensual... é importante não nos esquecermos do que tem de bonito uma mulher, a sua sensualidade. Que me desculpem os homens, mas a sensualidade é uma coisa feminina, nos homens chama-se charme.









