quarta-feira, 30 de julho de 2008

We are here... Somos tão pequeninos.. não compliquemos...

"They will crucifie you" LINDO

"I just want to live while i'm alive"





Grande dia, daqueles sem expectativas, daqueles dos quais não esperas rigorosamente nada e simplesmente te entregas ao que a vida nesse dia tem para te dar.

"Today is a gift that we call PRESENT"




quinta-feira, 24 de julho de 2008

Rio Sella 13 Kms



Não somos nós... levámos máquina, mas é o tiras a máquina do local seguro...
13 km de rio, com rápidos.
Houve uma altura em que dizia, Peligro, e qualquer coisa como neste troço leve a canoa à mão...
Como não entendemos Espanhol... e vimos outras canoas passar sem o dito Peligro, resolvemos arriscar e enfrentar o tal do Peligro. Emoção... Um rápido mais forte... uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Amei chegar a Finisterra





"Visitar a Costa da Morte significa chegar ao fim de um velho caminho de peregrinação pelas terras mais ocidentais da Europa, seguido por milhares de pessoas ao largo de muitos anos, para se encontrar com o renascer da vida, com velhos cultos pagãos e os elementos da natureza, que aqui se manifesta com todo o seu esplendor: a água, o sol e as pedras; que cristianizada mais tarde, deram, origem a concorridos santuários como o da Virxe da Barca, o Cristo de Finisterra, ambos relacionados com a Rota Jacobea."





Imagem de um peregrino a lutar contra o vento, não cheguei a fotografar, mas impressionou-me... a imagem da luta para encontrar aquilo que acredita ser o "Renascer da Vida"

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Para quem gosta de aviões e de animais...



Será que os/as assistentes de bordo contam histórias dentro deste avião? Tão nito não é?



Parecem dois golfinhos... um grande e um pequenino...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

No comments... obrigada tia

Quando me amei de verdade

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto. E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…
Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é…
Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de…
Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é…
Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama…
Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é…
Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a…
Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…
Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é…
Saber viver!!!

Não devemos ter medo dos confrontos...
Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas."
(Charles Chaplin)

sábado, 12 de julho de 2008

De 9 de Abril de 2007 para hoje...

Duas linhas paralelas
Muito paralelamente
Iam passando entre estrelas
Fazendo o que estava escrito:
Caminhando eternamente de infinito a infinito

Seguiam-se passo a passo
Exactas e sempre a par
Pois só num ponto do espaço
Que ninguém sabe onde é
Se podiam encontrar
Falar e tomar café.

Mas farta de andar sozinha
Uma delas certo dia
Voltou-se para a outra linha
Sorriu-lhe e disse-lhe assim:
"Deixa lá a geometria
E anda aqui para o pé de mim...!

Diz a outra: "Nem pensar!
Mas que falta de respeito!
Se quisermos lá chegar
Temos de ir devagarinho
Andando sempre a direito
Cada qual no seu caminho!

"Não se dando por achada
Fica na sua a primeira
E sorrindo amalandrada
Pela calada, sem um grito
Deita a mãozinha matreira
Puxa para si o infinito.

E com ele ali à frente
As duas a murmurar
Olharam-se docemente
E sem fazerem perguntas
Puseram-se a namorar
Seguiram as duas juntas.

Assim nestas poucas linhas
Fica uma estória banal
Com linhas e entrelinhas
E uma moral convergente:
O infinito afinal
Fica aqui ao pé da gente.

(José Fanha, in Eu Sou Português Aqui)

Parafraseando, Pseudo plagiando um blog conhecido..."Se eu hoje fosse uma música"

Smile... though your heart is aching



While you smile you don´t think...

obrigada amiga!!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

É ai que começa o erro...

Querer fazer os outros felizes parece-nos à partida uma atitude humana, bonita, altruísta. Mas como ouvi hoje e tal me fez eco, "é ai que começa o erro". Presunção achar que somos capazes de fazer os outros felizes se às vezes nem a nós somos capazes. Comecemos por nos fazer felizes, comecemos por nos sentir felizes.
Passei uma fase de partir pedra, construir um buraco, abrir fendas, tirar o que estava mal, não quero levantar um estandarte a achar que está tudo limpo em mim, mas a verdade é que um buraco, um vazio ficou, e nesse espaço hoje planto flores, planto sementes... vejo umas florinhas verdes a brotar.
E não é preciso que esteja tudo limpo, para plantar... assim como assim vai sempre haver uma poeira que entra... mas a verdade é que quando mais nos enchermos e rodearmos de coisas que nos dão prazer, mas prazer e felicidade vamos dar aos outros...
Indirectamente faremos os outros felizes...
E às vezes é preciso dizer adeus, às ervas daninhas que nos apodrecem por dentro... e não são os outros que alimentam as coisas podres em nós... somos nós, de uma vez por todas assumamos isso.


O "inferno" não são os outros!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

vá lá... deixa o sol entrar em ti...



A pele morena, a calça florida, o sol deste dia, o sorriso no rosto... é só deixar contagiar-nos... é só deixar tudo isto entrar em nós... um dia muito bonito, de um amigo muito especial...

domingo, 6 de julho de 2008

Vou deixar de dar conselhos até...

"Não tenhas medo, porque a acreditar no que dizem os entendidos, a segunda pele é que é a verdadeira"

Helena Sacadura Cabral in Um certo Sorriso...

Decidi ontem que vou deixar de dar conselhos, deixarei de os dar até ao dia em que os conseguir aplicar para mim mesma... Egoismo? quem sabe... O que faço muitas vezes é partilhar aquilo que tento fazer para mim, não o faço com a pretensão de achar que sei tudo e que os sei aplicar... muito pelo contrário, faço para me ouvir, para ao ouvir perceber se fazem sentido...
E lá está... eu à procura do sentido das coisas...
Alguém me disse, "Casquinho, não penses tanto, não andamos aqui para pensar, andamos para viver". Eu acrescento, há coisas que não fazem sentido, apenas tem de ser sentidas... boas e más...
Eu percebi uma coisa nestes dias, misturado com as minhas crises de ansiedade... sou capaz de fazer tudo sozinha, simplesmente não quero faze-lo... quero partilhar... mas tudo e como tudo tem o seu espaço, o seu tempo, o seu momento... nada de apressar... (como se eu por hora conseguisse faze-lo :( )... é só mais um conselho para eu me ouvir... se alguém o quiser tomar para si está por aqui disponivel, é para isso que serve o blog.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Quando será que eu aprendo isto de verdade?

"Podemos dar um barco a alguém, podemos colocar esse barco na água e ensinar esse alguém a remar. Mas para que a pessoa reme, é preciso que ela queira remar."

Provérbio chinês

O meu carro tem...

durante todo o ano...
um chapéu de sol,
uma toalha de praia,
um chapéu de chuva,
música,
canetas e lápis no porta luvas...
uma caixa com material das aulinhas...
o meu Alfredo (nova aquisição)
um saco cama...
uma manta,
um cabide,
água quase sempre...
e outras coisas que adquirirei...

dizia eu cheia de razão e motivações à saida da praia...
e surgiram as perguntas e sugestões...
e um frigorifico?
e um fogãozinho? um campingaz?
E que tal um grelhador para a febra? ou como se diz no Porto, a fevera.

(ah e tal que não ponho nada do que tu dizes, ah e tal!!! toma lá!!! ah ah ah)

terça-feira, 1 de julho de 2008

Cada dia percebo melhor...

Cada dia percebo melhor... desde a minha viagem a Amesterdão que percebi o que tanta gente nos tenta dizer, que o que interessa é o caminho e a forma como o percorres, como o vives, que a vida não é feita só de metas, que a vida é o caminho, e quando atinges uma meta, arranja outra...
Com os relacionamentos é igual, o que importa são os pequenos momentos que temos com as pessoas, e o quão verdadeiros eles são.

"uma vida inteira à nossa frente e eu a querer puxar tudo até ao fim apenas para garantir a tua presença. Ridiculo não é?"

in Morder-te o Coração Patricia Reis

Em Amesterdão pensei... agora que conheci uma pessoa que penso ser especial, vou-me embora? Porque... e ainda chorei e alguém amigo me disse:

"Por 2 dias não perdes uma pessoa"

Outra pessoa especial com quem errei por dentro a querer prender, sem saber me fez perceber que não se perdem as pessoas.
E nos últimos tempos tenho aprendido que quanto mais me ouvir, me respeitar, me sentir, melhor me dou aos outros, não se trata de egoismo porque o objectivo é ser uma pessoa melhor, e quando se fala de se ser melhor, é para melhor nos darmos aos outros. E saber diz que sim e que não, saber dizer gosto disto, não gosto daquilo... simplesmente ser, estar... e consequentemente dar... dar com qualidade...e receber com a mesma qualidade.

Vinha no carro... lembrei-me dos meus amores... reflecti sobre a minha forma de amar..



Meu amor
Não quero mais palavras rasgadas
Nem o tempo
Cheio de pedaços de nada
Não me dês
Sentidos para chegar ao fim
Meu amor
Só quero ser feliz

Meu amor
Não quero mais razões para apagar
O que nasce
E renasce e nos faz acordar
A loucura faz medo se for medo o teu chão
Mas é ar e é terra
Dentro do coração
É ar e é terra dentro do coração

Meu amor
Não quero mais silêncio escondido
Nem a dor
Do que cai em cada gesto ferido
Quero janelas abertas
E o sol a entrar
Quero o meu mundo inteiro
Dentro do teu olhar
Eu quero o meu mundo inteiro
Dentro do teu olhar

E hoje, vê
A estrada é feita para seguir
E hoje, sente
A vida feita de sentir
E hoje vira do avesso o mundo
E vê melhor
Deste lado é mais puro
É teu é tão maior
Deste lado é mais puro... É meu... É tão maior!


AR e TERRA no coração sou eu... balança com ascendente em touro.

sábado, 28 de junho de 2008

Um dia

...vi a lua sorrir...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Hoje

Hoje ouvi...

"Agarrou-me a mão, pensei que não gostava de mim..."

O privilégio que foi ver um sorriso de felicidade estampado no teu rosto, parecias uma criança.
E a beleza e serenidade que dá um sorriso de uma criança.

Não podemos perder a capacidade de nos surpreendermos, só assim a vida faz sentido.

Felizes dos que agem...

Regra de hoje

"Dar um passo em frente"

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Momentos...

Há alturas em que quero ir voar...


Há alturas em que quero ir andar.... sem saber para onde...


Há alturas em que me apetece ficar...







quarta-feira, 11 de junho de 2008

"Ciúmes da Saudade"




Se não matas a saudade
Quando morres de vontade
De pôr à saudade fim
É talvez porque preferes
Ter da saudade o que queres
E não me pedes a mim

É talvez porque preferes
Ter da saudade o que queres
E não me pedes a mim


A Saudade em que me deixas
É penhor das tuas queixas
Por não dizeres a verdade
Bastava que me pedisses
De cada vez que me visses
O que pedes à saudade

Bastava que me pedisses
De cada vez que me visses
O que pedes à saudade


O que dás, se me não vês
Não consigo que me dês
Por timidez ou vaidade
E a saudade que vais tendo
Com ela vives, morrendo
P'ra matares de saudade

E a saudade que vais tendo
Com ela vives, morrendo
P'ra matares de saudade


Talvez seja o que tu queres
E é por isso que preferes
A saudade em vez de mim
Morrendo os dois de saudade
Temos toda a eternidade
P'ra pôr à saudade fim


Morrendo os dois de saudade
Temos toda a eternidade
P'ra pôr à saudade fim


Manuela de Freitas/José António Sabrosa
(fado Tia Dolores)

Cantado pelo Camané



O que vos traz o verão? a mim o sorriso!



Se há vida em ti a latejar

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens...que ser assim?...

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim?...

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Regra de hoje

"Respirar"

Regra de dia 9 de Junho

"Agarrar a vida pelos cornos"

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Partes...







Se há coisa que amo na vida é o sol, a praia, a areia, boa companhia, uma boa conversa, até com ideias diferentes, uma cervejinha ao fim da tarde de um dia de praia... um bom beijo salgado ao pôr do sol e...

até lembra a música da Lena d'Agua...

"dou-te um doce, em troca de um beijo salgado"

Quem te lembra?



Young girl reading a book at the beach

Picasso 1937

Partilhando arte... os que mais gostei... por ordem...



O amor... triste? Não... o "abandono" ao amor...
abandono=entrega.
paixão...




O descanso merecido e partilhado no fim de um momento mágico de amor, partilha de energia, fusão, de explosão de emoções...alguma semelhança com alguma realidade conhecida será pura coincidência?




Escrevendo... Ele escreve para o pai... eu escrevo para ti...



Lembrou-me o meu avô... que sorriso me arrancou...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O Stôr Farrusco "im"paciente


Estudando o ar.... Então vá amigo,


"1.1Em que diferem as montagens A e B?"


Isso. boa...


Mais dúvidas?


"1.4. Refere o nome do constituinte do ar que se gastou durante a combustão das velas?"






Não... não é o hidrogénio...

Não... não é o azoto...

Não... não é o dióxido de carbono...

Anda lá, estou a perder a paciencia...




Espera, vou espirrar...

Atchimmmmm

E a resposta? já sabes?

Ó Meu Deus.... Não chegas lá amigo? Anda lá... só falta um gás...


Desisto... Vai estudar....

O mundo!










Escolhos da vida.

Partilha de uma amiga

"a dor tem de existir, mas o sofrimento não
o sofrimento é uma escolha, a dor não
existe e pronto
mas se a aceitarmos
vivemos com ela
o sofrimento é triste
e não nos faz falta durante muito tempo"

"Para quê ficar triste se o meu pai não volta?"


Obrigada amiga :)

"não podemos deixar que o sofrimento tome conta de nós"

hoje... depois de ontem... antes de amanhã... um dia como os outros....

Hoje acordei assim, com a mesma dor de estômago de ontem, com uma dor de cabeça que não tinha, estupidamente triste. Terei motivos para isso? Tenho tantas coisas boas na minha vida, mas há outras que me doem...

Em conversa...

"Já não rio contigo ao tempo" ouvi ontem, serei eu que não estou a rir? eu tento, eu esforço-me, mas sozinha não consigo.

Noutra conversa ao jantar digo:

"Estou a perder alguns medos".

Ao que me respondem na brincadeira:

- "Isso é muito perigoso, tu vê lá"

E outro amigo com o seu ar maroto diz:

- "Se não tens medo como é sofres? que piada tem a vida sem sofrer?"

Durante a noite ouço:

Eleonora - "Vamos por esse caminho de pedras que fazem os pés sangrar, porque esse caminho nos leva ao céu"

(...)

Benjamim - "Eleonora porque te fazes sofrer?"

Eleonora - "Sofrer? eu? Ó Benjamim. Pensa em todas as flores que já abriram, nas campainhas, nas anémonas, nas flores que ficam na neve todo o dia. O frio que não devem ter no escuro! O que elas devem sofrer! A noite é com certeza o momento que mais custa, porque está escuro, e tÊm medo e não podem fugir, e ficam à espera, sem se mexer, que chegue a lua. Tudo sofre, tudo, mas as flores sofrem mais. E as andorinhas acabaram de chegar! Onde dormem esta noite?"

(...)

Benjamim - "Achas que vamos sair de tudo isto Eleonora?"

Eleonora - "Vamos, a maior parte há-de passar quando a sexta feira santa acabar. Mas tudo não. Hoje as vergastas, amanhã os ovos da Pascoa. Hoje o gelo, amanhã o degelo. Hoje a morte, amanhã a Ressurreição."

Benjamim - "Sabes tanto!"

Eleonora - Sim, sinto já que o tempo vai mudar, amanhã vai ficar bom, está neve a derreter... já se sente o cheiro...(...) as nuvens subiram, sinto quando respiro..."



Regra para hoje... deixar que o sol entre em vocês... sem medos... "mesmo que seja a lua a dar a claridade"

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Regra de hoje

"Divertimento sem fim"

Tudo hoje tem de ser divertido.

F. e P.

Regras by F e P ou G e N

Das que não são parvas.
A de hoje/ontem era:

"Não pensar"

Agir

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Não me canso de ler isto... Chama-se "Depois de algum tempo"

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começas a aceitar as tuas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair no meio do vão.
Depois algum tempo, aprendes que o sol queima se ficares exposto muito tempo. E aprendes que não importa o quanto te importas, algumas pessoas simplesmente não se importam... e aceitas que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te de vez em quando e tu tens de perdoá-la por isso!
Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se levam anos para construir confiança e apenas segundos para a destruir, e que tu podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás pelo resto da vida.
Aprendes que as verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longa distância. Aprendes que o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida! E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não tens que mudar de amigos se compreenderes que os amigos mudam, percebes que o teu amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida são tomadas de ti muito depressa, por isso devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pois pode ser a última vez que as vemos.
Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós próprios. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que tu mesmo podes ser. Descobres que levas muito tempo a tornares-te na pessoa que queres ser e que o tempo é curto. Aprendes que não importa onde já chegaste, mas onde vais, mas se não sabes para onde vais, qualquer lugar serve.
Aprendes que ou controlas os teus actos ou eles controlar-te-ão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprendes que heróis são aqueles que sempre fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te calque quando cais é umas das poucas que te ajudam a levantar.
Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e com o que aprendeste com elas, do que com quantos aniversários celebraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar, mas isso não te dá o direito de seres cruel! Descobres que só porque alguém não te ama da maneira que queres que te ame, não significa que essa pessoa não te ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém... algumas vezes tens de aprender a perdoar-te a ti mesmo! Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, serás em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que o concertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar... que realmente és forte! E que podes ir muito mais longe depois de pensares que não podes mais... e que realmente a nossa vida tem valor e que tu tens valor diante da vida! As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."


William Shakespeare

Saber esperar...

É uma virtude?
Agradar é uma virtude?
Ajudar? Tentar ajudar, mesmo que não se consiga, são virtudes?
Ter medo de magoar também é?
Preciso de opiniões... porque realmente às vezes não sei.
Às vezes questiono-me... que me perdoe quem achar nestas interrogações um cariz de fundo egoísta... se calhar às vezes temos mesmo de ser egoístas, para nos encontrarmos e nos podermos dar por inteiro aos outros.
Sabendo nós o que é inteiro...

(pausa para uma conversa)

Que acabou assim... não quero mais estar triste... agora só quero rir!

Já entendi mais uma frase do Strindberg

"agora é hora de rir, como nos contos de fadas"

(mas por dentro só apetece chorar e dar estalos a quem estiver triste à minha volta), a tristeza pega-se a mim, porque a tento tirar dos outros, dos que amo, mas tenho de usar a outra estratégia... esta não resulta.


"quem é a pessoa mais importante num salvamento?
é o socorrista, porque se não toma cuidado passam a ser 2 vitimas"

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Sonho?

Sonhei com um rio/
calmo/
e uma velhota/
que queria em paz entrar no rio/
mas ninguém a deixava ir/
porque tinham medo que ela se afogasse/
ela fez várias tentativas/
e sempre alguém a impedia/
de lá entrar/
o corpo dela estava já muito velhinho/
e ela queria ir/
de repente todos se distraíram/
e ela foi/
devagar/
sem ninguém notar/
a sorrir/
a descer cada vez mais/
a deixar de se ver/
e quando entrou no rio/
completamente/
transformou-se num morcego/
e voou/
o morcego era lindo/
passou por mim/
ia a sorrir/
ela só queria ir/
e não a deixavam/
ela tinha dores com aquele corpo/
e as pessoas egoístas não a deixavam ir/
porque gostavam dela/
porque precisavam dela/
dependiam de a ajudar/
dependiam da fragilidade dela/
para se sentirem fortes/
e ela só queria ir/
só queria não ter mais dores/

e foi... /voou/ e feliz.../ em paz

acordei a chorar ... e ouvi:

"Amor foi só um sonho"


Será?

quarta-feira, 28 de maio de 2008

encontrei no moleskine I

"Não deixemos de juntar constantemente novos elementos ao nosso "tesouro". Para isso, investiguem sem cessar, recordações, literatura, a arte, as ciências, os museus, as viagens e contactem sobretudo com os outros"

Ostrovsky

"Em cada sábio há um tolo"

terça-feira, 27 de maio de 2008

Vale a pena? Cada um é que sabe... mas estou por aqui...

Quando alguém está triste ao teu lado, o que fazer?
A primeira opção é fazer, dizer, agir, mostrar que as coisas não têm de ser assim, que a vida não tem de ser assim, triste. Que o tempo que passas triste é tempo que não vives... enfim, todas as teorias que tu dirias se visses alguém triste, toda a energia que darias a alguém que gostas, se o/a visses triste.
Tentas. Voltas a tentar. Dás. Dás-te. Entregas-te.
Mas há um momento em que pensas... Não posso. Não dá. A tristeza é tão forte que não vai lá assim. A tristeza só sobrevive se a alimentar-mos. E às vezes essa tristeza pega-se a quem quer ajudar. A tristeza só se cura quando se vir sozinha, quando o hospedeiro da tristeza perceber que ela não lhe serve de nada. Que o bloqueia, que o deixa sem acção, que o deixa sem saber agir, que o deixa prostrado.
E o tempo passa... E as pessoas passam... E a vida passa... e depois olhas para trás e pensas:
O que é que eu fiz? Onde é que errei? Onde é que falhei? Pois é... a verdade é que não sabemos, porque não somos nós que mandamos nesses momentos. É ela...
A tristeza... que nos absorve a energia. Que nos suga... E nós deixamos, parece que ela passa a ser a nossa razão de viver... Mas não é. Garanto-te que não é. Um dia que eu esteja triste, espero ter-te por perto para me leres o que acabo de escrever.

um beijo na testa.

2 histórias...

Durante uma caminhada nocturna numa fase de paixão da minha vida, enganamos-nos no caminho. Ele tinha o mapa. Ele tinha a lanterna. Ele conhecia o caminho. Ele não reconheceu aquela parte do caminho.
Eu disse, vamos na mesma por ai.
Ele disse não, não dá para passar e o trilho não é este.
Eu ripostei, vamos tentar, e ele deixou-me ir...
Fui... arranhei-me... não consegui passar...
Voltei...
E quando voltei ele sorriu, não gozou, sorriu, e perguntou: - agora podemos ir por ali?
Eu respondi que sim.
Voltamos atrás, reencontramos o trilho... e seguimos debaixo de uma lua maravilhosa... e cheios de amor, desfrutamos aquele momento.


Num centro comercial, na zona das comidas, estava uma placa ao longe que dizia algo como:
"2008, estamos em remodelações para...."
Esforçei os olhos. Não consegui ler o resto. Voltei a tentar. Desisti, comi o meu almoço. Olhei para o lado e o que vejo mesmo junto a mim?
Uma placa igual àquela que eu tentei ler e não consegui.
Estava ali a minha placa, estava ali o que eu queria. Estava ali o que eu precisava. E eu à procura lá longe.

Há...

"Há o tempo do desabrochar, o tempo de usufruir do sol, o tempo do definhar e o tempo de morrer para nascer de novo."

Gato amigo

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Caminho...

Cada um tem o seu.... É bom reencontrar amigos e perceber que estão lá... e que nós também estamos...


" Adorei rever-te (...) Vais no teu caminho como eu vou no meu e não conseguimos ver o final, ninguém consegue..."

Adoro-te até ao infinito e mais além (Toy Story)"



domingo, 25 de maio de 2008

sábado, 24 de maio de 2008

Quantos poetas tiveram oportunidade de dizer directamente às suas musas o que elas significam para eles?

O que eu mais amo nos passarinhos é vê-los voar...
Vai e volta...
Sabes que tens um ninho...
A gotinha também tem o seu ciclo...
Volta sempre à sua nuvem...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

"Paque tanto preocupacao"

Paque tanto preocupacao
Si mi nada um ca tem
Mi nada um ca tem
Paque tenta maguam
A mi e pobre
E comfortado
Ca mal tadjado
Ca malcriado
Cham comforta
Cu nha probresa
Pamo mi nada
Um ca tem
Mi nada um ca tem
Paque tenta maguam
Paque tenta odiam
Paque tanto odio
Si mi nada
Um ca tem
Mi nada um ca tem
Paque trata odiam
Mi jam ca cre
Vive nes mundo
Tudo gente cre
So magua alguem
Um cre
Vive na paz di Deus
E tudo qu'um cre
Vive na paz di Deus

Espelhas-me... e fazes-me pensar e agir

Qual é a parte de nós que vive o presente?
Porque é que imaginamos tanto como teria sido se... o que teria acontecido se tivéssemos agido de outra forma? Não agimos pronto. Não fizemos pronto. De que nos serve lamentar? Serve para continuar a passar ao lado do que nos está a acontecer, de tudo o que se passa à nossa volta, fechados num acontecimento passado.
A vida dá tantas voltas... em conversa com um amigo especial ontem, ao dar-lhes os parabéns atrasados, ele disse-me:
-"Pois é, já dei 33 voltas ao Sol".
E tanto que se viveu nessas 33 voltas, tanto se passou, tanto nasceu, tanto cresceu, tanto morreu e tanto que ainda está por vir, que se não estivermos atentos, disponíveis e presentes não vamos ver... não vamos sentir. E vamos novamente lamentar-nos por não agido como deveríamos.

Aluno diz- Professora enganei-me :( :( sou mesmo burro, não consigo fazer isto, não percebo nada desta matéria.

Professora - Sabes porque é que inventaram as borrachas?

Aluno - Não

Professora - Para podermos apagar e fazer de novo.

Na vida não há borrachas, mas há uma almofada onde se encosta a cabeça e há a possibilidade de começar tudo de novo ao acordar no dia seguinte.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Tá?

"Os valores devem ser estruturantes mas não extremistas"

by Ta, na Vivmar

sexta-feira, 16 de maio de 2008

ó subalimentados do sonho! a poesia é para comer

Hoje chorava contigo... Não de tristeza nem de perda, chorava de saudade, apertava-te de saudades que tenho tuas... chorava de dor de cabeça, de cansaço de achar que tudo está bem, de lutar... vou continuar a lutar, mas hoje precisava de um abraço daqueles de não desistas, daqueles de eu estou aqui. Nestes momentos lá vem a paz que o meu avô me dava, lá vem aquele choro de criança perdida, aquele choro de criança a quem chamaram para ir dormir, choro da birra de sono... de:

- Não,ainda tenho uma coisa para acabar, o monstro da areia perdido ainda não foi ter com os pais, ainda não os encontrou, preciso de o ajudar...
- Deixa, amanhã ajudas o teu amigo!
- Mas não, ele não pode ficar lá fora ao frio? Posso trazê-lo para dentro de casa?
- Não, nem pensar, vais sujar tudo cá dentro.
- Mas ele tem fome e frio, eu prometo que ele não suja, ele porta-se bem, dorme na casa de banho.
- Nem pensar! Amanhã acabas a brincadeira!
- Não é brincadeira, amanhã pode ser tarde, não tens pena? Olha se fosse eu que não vos encontrasse? e os pais do Areias me deixassem na rua? ficavas contente? ficavas?

Enfim... Era eu...

E o meu pai dizia, - "lá está a defensora dos fracos e dos oprimidos"...E sorria...
E o meu avô, dizia - "que imaginação",
E a minha avó ria-se.

enfim...

Mas papel de mãe... às vezes é ingrato, trazer-nos à terra, à realidade...


Sabes a aflição que temos quando um sonho está a correr lindamente e toca o despertador?
Ou a angústia de um pesadelo acordado no momento em que ias resolver a questão? É o que estou a sentir agora... misturado com uma sensação de paz, de serenidade, de cumplicidade, de energia... mas o choro está lá... de panela cheia pronta a derramar...

Mas é assim, quando deixamos de ser pequenos, o papel de mãe temos de nós próprios vigiar, controlar o sonho, permeá-lo à realidade, ou vice versa... Gosto de viver no sonho, às vezes penso se não devia... mas é tão bom entregarmo-nos ao Amor... que outro sentido tem a vida?

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O que eu procuro?

Encontra na vida alguém com quem possas conversar, alguém que se ria do mesmo que tu, alguém se ria contigo, de ti, dele próprio e não dos outros. Alguém que chore contigo, alguém com quem tu chores. Alguém que te aperte a mão quando tens medo e queira a tua quando tem medo. Alguém que te aperte a mão naquele momento... Alguém que te olhe nos olhos. Alguém com quem converses de tudo. Alguém que ande descalço e despido contigo pela casa. Alguém que goste de aprender, alguém que te ensine coisas.

If I was a book I know you'd read me every night



If you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a river I would swim you,
If you're a house I would live in you all my days.
If you're a preacher I'd begin to change my ways.



Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.


If I was in jail I know you'd spring me
If I was a telephone you'd ring me all day long
If was in pain I know you'd sing me soothing songs.

Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

If I was hungry you would feed me
If I was in darkness you would lead me to the light
If I was a book I know you'd read me every night

If you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a sailboat I would sail you to the shore

Katie Melua

I have got you... under my skin

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Vanessa da Mata - Bem da Vida

Viva a felicidade
Abolindo quase toda a maldade
Como se o amor trouxesse o gozo da infância
Bem que volta à inocência
Bem de ter carinho e delicadeza
Viva o que nos torna o bem maior da natureza!
Eu era sem primavera
Dessas que o ano não principia
Poesia não me dizia
Ternura em mim não havia
Faltava encanto na melodia
Não parava uma saudade
Velha de pouca idade
Ia vivendo a necessidade

Sonho de uma vida realizada... o meu Santo Graal...

Para atravessar contigo o deserto do mundo

Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei

Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento

Sophia de Mello Breyner

O teu rosto

É o teu rosto ainda que eu procuro
Através do terror e da distância
Para a reconstrução de um mundo puro.

Sophia de Mello Breyner

We will always have...

terça-feira, 13 de maio de 2008

Os outros em nós...

"Não podemos ficar dependentes das pessoas que amamos para sentirmos as emoções que a sua presença nos causou em certos momentos,
mesmo quando elas não estão, temos de encontrar dentro de nós o pedaço delas que nos torna
felizes."

Saudades do meu avô... saudades não é estar longe é já ter estado perto... saudades tuas também... saudades de quem me preenche o coração... às vezes tambem tenho saudades minhas...

Desenhas os risos de um novo medo... Como será o amanhã?

Por uma noite

Tocas no rosto enquanto o ar não sai
Inspiro sem medo do acto que vem
Envolvo os pés com as mãos
Do toque nasce a nossa ilusão
Desenhas os risos de um novo medo
Que o peito demonstra sem qualquer sossego
Faz tempo que a culpa se foi
Ficámos de pensar só depois
Do erro.

Já pouco nos resta fechar os olhos
Escondemos actos sem qualquer receio ou angústia
Que nos prende a vontade de sentir
O corpo com prazer

Rasgas-me a roupa sem qualquer pudor
Enquanto buscas o ar pela boca
Passeias teu cheiro no meu corpo
Por entre os braços misturo tudo
Após o prazer ficaremos mudos

Sem saber
Se é por uma noite

Grito o teu nome sem saber
Como será o amanhã?
Foi um sonho real
Por uma noite


Letra: Klepth


Já sei do que tenho saudades...

Todos os instantes passados contigo fazem desaparecer tudo o resto, mas não de uma forma alucinada, não de uma forma de alheamento do mundo, mas de uma forma mágica em que tudo à nossa volta parece mudar de cor, parece parar... lembro o relógio bom...
"tinha o costume de se adiantar quando havia desgraça cá em casa, tal qual como se quisesse que os tempos maus passassem depressa. Para nosso bem, claro! E quando estávamos felizes punha-se a atrasar-se para nos deixar gozar a felicidade mais tempo... Era um relógio bom! Mas também tínhamos um que era mau... Agora está na cozinha. É bem feito(...)".
Depois destes momentos coloridos, perfumados, intensos a retoma da realidade pode ser muito dura, é muito dura, é muito assustador o constatar que não se sabe se se vai ter oportunidade na vida de voltar a ver aquelas cores, aquele cheiro, aquelas texturas... É aqui que temos de ligar o botão 23/32 ou seja, virar a história ao contrário e pensar, que privilégio, que privilegiada sou por ter tido direito a sentir o que senti... Ninguém nunca pode roubar-me aquela memória, aquela sensação, aquele momento que dinheiro nenhum paga, que palavras nenhumas estragam, que pessoas nenhumas envenenam...
Chorar, gritar por dentro e perguntar porque? porque? dói que só quem passa pode saber, mas é uma dor que roça no prazer máximo da vida, no facto de estar viva.
Mas tu perguntas, porque me dão um doce se logo a seguir mo tiram? Não é justo, não comi até ao fim, quero mais, fiquei viciada... o que tenho de fazer para provar mais?
Isto se pensarmos que alguém ou algo comanda a tua vida... se algo mais forte do que tu brinca contigo.

Imagino "Deus" como uma criança que brinca com os legos, com os playmobil"es" com os pin e pons...

enfim... pois que sim, que tenho saudades de ver "aquela" cor... mas pronto... mostra que é bom vermos de vez em quando o black and white e por vezes em sépia, para darmos valor às cores pastel do mais belo por do sol...

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Manda a tristeza para lá... Simone canta Martinho

Questiono-me...

Questiono-me, porque andamos sempre com medo do que os outros pensam de nós?
Porque é que não sabemos disfrutar aquilo que temos?
Porque é que só queremos aquilo que não temos?
Somos uns eternos insatisfeitos?
Onde queremos chegar?
Que fazemos aqui?

"Foi sem mais nem menos
Que um dia selei a 125 Azul
Foi sem mais nem menos
Que me deu para arrancar
Sem destino nenhum.

Foi sem graça nem pensando
Na desgraça que entrei pelo calor
Sem pendura que a vida já me foi dura
Para insistir na companhia.

O tempo não me diz nada
Nem o homem da portagem
À entrada da auto-estrada
A ponte ficou deserta nem sei mesmo
Se Lisboa não partiu para parte incerta.

Viva o espaço que me fica pela frente
E não me deixa recuar
Sem paredes sem ter portas nem janelas
Nem muros para derrubar.

Talvez, um dia me encontre.
Sim, talvez me encontre.

Curiosamente, dou por mim pensando
Onde isto tudo me vai levar
De uma forma ou de outra há-de haver
Uma hora para a vontade de parar

Só que à frente o bailado do calor
Vai-me arrastando para o vazio
E com o ar na cara vou sentindo
Desafios que nunca ninguém sentiu.

Entre as dúvidas do que sou
E onde quero chegar
Um ponto preto quebra-me
A solidão no olhar.

Será que existe em mim
Um passaporte para sonhar
E a fúria de viver
É a mesma fúria de acabar.

Foi sem mais nem menos
Que selei a 125 Azul
Foi sem mais nem menos
Que partiu sem destino nenhum

Foi com esperança
Sem ligar muita importância
Aquilo que a vida quer
Foi com força acabar por se encontrar
Naquilo que ninguém quer.

Mas Deus leva os que quer
Só Deus tem os que ama.

sábado, 10 de maio de 2008

Gost' ti

Intriga-me... diz-se que para criar é preciso sofrer, é preciso doer, doer por dentro, para fazer cair a capa de forteleza e chegar ao fundo das nossas emoções.
Temos tanto medo do que possam pensar por dizermos "Gost' de ti", que muitas vezes não o fazemos, fica cá dentro, fica apertadinho.
Mas se pensassemos no quão bom é ouvir isso daquela pessoa, não hesitariamos em fazê-lo, e das mais variadas maneiras de forma a que nunca acabassem as palavras que descrevessem o que sentimos...

Então deve ser isso..

Deve ser isso que dá origem às obras primas de literatura... a angústia de não conseguir descrever com palavras o que sentimos... o medo de não sermos compreendidos... E quando as palavras não chegam surgem as todas as outras formas comunicação, visual, fisica, metafisica... Arte enfim...


enfim, ouçam este menino... que de certo sabe o que é doer por dentro...


sexta-feira, 9 de maio de 2008

"O amor é como um raio galopando em desafio, abre fendas, corre vales revolta as águas dos rios"

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Li algures numa nuvem amiga e gostei...

"Se o coração pensasse, parava"


Fernando Pessoa

Uma flor...

Uma flor..
Que eu colhi...
Só a pensar em ti...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Para ficar registado

Uma grande frase que quero partilhar, que ouvi do meu primo e que concordo plenamente:

"Se os outros meninos ganharam a corrida, não é porque são melhores, é porque treinaram mais"

Beijinho ao Mojojo... ao homem larva... ao capitão vil... ao Volverine... ao Hulk... ao Pedro e ao Alexandre e aos meus madraços preferidos...

Grandes dias estes... obrigada mais uma vez...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Smile!

Caminhando,caminhando, faremos nós mais que isto? viveremos nós mais do que caminhar, do que simplesmente viver? Um dia perguntei a alguém muito especial...
- O que andamos aqui a fazer?
- A viver Casquinho, a viver!!!

Caminhos




Caminhando pela Bélgica, Hasselt para ser mais precisa. Realmente sair de Portugal faz-nos pensar, faz-nos reflectir, faz-nos viver e ver a vida de outra forma. Não vale a pena andarmos ansiosos, não vale a pena andarmos tristes, não vale a pena andarmos zangados. Não se resolve nada assim e por aqui é só uma passagem, acreditem... lutem por aquilo que vos faz sorrir, eu descobri umas coisas, nomeadamente o valor das crianças... sempre gostei muito, mas as crianças são sem dúvida uma lição de vida, obrigada aos primos e ao mano pequeno por estes dias de aprendizagem... e aos primos grandes também... Para além das provas de chocolate, de cerveja, de queijo... de gargalhadas, de momentos de bem estar, de descontracção e de imposição de limites... só podemos ser descontraidos se tivermos limites. Beijos aos primos. Dias fantásticos, tanto os de Amesterdão como os da Bélgica.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Um conselho que tb tento seguir...

Estava no Hard Rock Cafe,
(vão dizer, o que ela faz para dizer que foi ao Hard Rock)
e a música que me ajudou a passar o tempo de espera pela comida
(que por sinal MUITO BOA, cara mas excelente)
foi...
(E sim eu fui porque era perto do Hostel, e claro está assumo que tinha IMEEEENSA curiosidade... sá assim posso dizer se gosto ou não... provando... nem sempre se pode fazer isto e por vezes decidimos sem provar... )
Enfim...
A música, a música...

"it's time like this, you learn to live again, it's time like this you learn to love again..." la la la la

Love and live everything you want to... e o meu conselho para quem o quiser aceitar...

Amesterdão

A minha estadia em Amesterdão tem sido extraordinária, passando por momentos de aflição de não entender a língua, de não saber onde fica nada, parte que foi realmente de quem estava meio perdida, mas sempre calma, ou pelo menos tentava estar calma... Depois de encontrar o hostel, descansei um pouco, larguei o saco que no ínicio da viagem parecia muito leve, agora já pesava uns bons 110 kilos... ah ah.
Adormeci um pouquinho e depois vamos lá então para a festa rija da Rainha...
The Queen's Day.
Com a minha curiosidade alternada por momentos de vergonha, mas como estava sozinha e não podia ter vergonha, comecei a perguntar o que estávamos a celebrar, e por mais estranho que vos possa parecer, NINGUÉM SABIA!!! E eu que queria ir dar os parabéns à senhora... mas não, mostra que é uma festa SÓ, apenas uma FESTA, para quê complicar.
Quando se viaja sozinha, acabamos por estar bem mais atentos a tudo, o instinto de sobrevivência fica mais alerta, e ao mesmo tempo temos a possibilidade de disfrutar mais em pleno as nossas decisões... (mas não será propriamente a minha opção de vida em viagens, creio que farei mais algumas assim, mas não parece que todas). Passo a explicar porquê.
Nas fotos ou fico eu ou a paisagem... eh eh.
Não temos com quem conversar no momento sobre as aventuras que passamos.
Se nos faltar dinheiro ficamos mesmo à rasca.
Temos saudadinhas especiais... umas que não pensámos vir a ter... esta parte tem uma parte boa... (particularmente boa).
Mas existe uma enorme vantagem, conhecemos imensa gente, mas acreditem, NENHUM HOLANDÊS, mexicanos, suecos, italianos, etiopia, colombia... mas nada de holandeses, nâo havia cá nenhum, então e por acaso esta terra se chama Holanda?
Mais coisas... gostei do museu do Van Gogh que recomendo, gostei de saber que quando ele esteve internado (por autorecriação) copiou quadros de outros grandes pintores, que estavam a preto e branco, e o Vicent fê-los a cores, ele dizia que apenas os tinha traduzido para a língua das cores, achei o maximo a ideia/conceito de tradução.
Outro museu que recomendo vivamente, especialmente a quem leu o livro, é o museu da Anne Frank, eu li o livro quando tinha 12 anos e é uma história que me acompanha desde essa altura. Sentem-se as energias de quem ali viveu, o sofrimento que eles passaram, acreditem que só não chorei pois nao tinha com quem partilhar as lágrimas. É muito forte.
E mais aventuras em 2 dias por esta capital, que é muito romantica, se puderem vir acompanhados, venham... recomendo.
Ainda não tenho as fotos "reveladas" mas assim que tiver mostro-as.